Inscrições prorrogadas até 20 de Julho nas modalidades ouvinte/minicurso/oficina do Seminário Internacional Independências dos Brasis

Inscrições prorrogadas para o Seminário Internacional Independências dos Brasis, I Seminário Interdisciplinar em Sociedade e Cultura

Inscrições para  Ouvintes  e Minicursos/Oficinas continuam abertas até dia 20 de Julho.

O Seminário Internacional Independências dos Brasis e o I Seminário Interdisciplinar em Sociedade e Cultura serão realizados nos dias 10, 11 e 12 de agosto de 2022 em Teresina-PI, na modalidade semipresencial. As conferências e mesas redondas serão presenciais com transmissão pelo Youtube, já os simpósios temáticos e os minicursos/oficinas de forma remota, via Google Meet, que ocorrerão no segundo e terceiro dia do evento. Os artigos apresentados nas Comunicações Orais serão publicados em E-book.

Confira a lista de minicursos/oficinas:

Ministrante: Denilson Costa Pinheiro (Mestrando PPGHIST/UEMA)

Carga-horária: 06 horas

Quantidade máxima de participantes:

Público-Alvo: historiadores, pedagogos, alunos da graduação ou interessados na temática da educação.

Resumo: Durante o período colonial, estendendo-se até as primeiras décadas do século XX, muitas mulheres viram-se diante da necessidade de abandonarem seus filhos por motivos sociais, econômicos e morais. A assistência às crianças desvalidas recaiu principalmente a Santa Casa de Misericórdia, por meio da Casa dos Expostos, estabelecimento que criava e educava as crianças enjeitadas. Após a Independência do Brasil, em 1822, várias Misericórdias passaram a ter esse tipo de estabelecimento em suas dependências e assim, a Casa dos Expostos do Maranhão foi fundada em 1828.  O Governo Provincial do Maranhão também se preocupou em assistir a infância desvalida, a qual estava sujeita aos perigos da prostituição, criminalidade e miséria. Devido a Balaiada (1838-1841), o Maranhão passou por uma crise economia, política e social que atingiu a população, a qual se encontrava desassistida pelos poderes políticos. Consequentemente, muitas crianças passaram a mendigar pela cidade, e outras eram abandonadas pelos seus pais ou responsáveis. Assim, os Presidentes da Provincia passaram a ter mais atenção à infância pobre, que era “perigosa” e que ao mesmo tempo estava em perigo e vulnerável às mazelas da sociedade. Foi devido a esse fator que em 1841 foram criadas a Casa dos Educandos Artífices para assistir os meninos desvalidos, e em 1855, o Asilo de Santa Thereza para a assistência às meninas desvalidas. Este minicurso tem como objetivo dar voz a sujeitos silenciados pela História e compreender o imaginário referente à infância, gênero e educação. A metodologia consistirá na análise do Regulamento da Casa dos Expostos, Casa dos Educandos Artificies e Asilo de Santa Thereza, onde constam informações sobre o modelo de educação e amparo aos educandos, permitindo entender o propósito de controle e disciplina a essas crianças. Além disso, teremos as fontes de imprensa que nos ajudarão a compreender o imaginário sobre a infância no período oitocentista. O minicurso é voltado para historiadores, pedagogos, alunos da graduação ou a interessados na temática da educação.

Palavras-chave: Crianças Desvalidas. Assistência. Educação.

 

Referências

ABRANTES, Elizabeth Sousa. A educação do “Bello Sexo” em São Luís na segunda metade do século XIX. – São Luís: Editora UEMA, 2014.

FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder; organização, introdução e revisão técnica de Roberto Machado, – 7ª ed. – Rio de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra, 2018.

FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão; tradução de Raquel Ramalhete. 42. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014.

MARQUES, César Augusto. Diccionario Histórico-Geographico da Província do Maranhão. – Maranhão: Typ, do Frias, 1870.

MARCÍLIO, Maria Luiza. História Social da Criança Abandonada. – 2ª ed. – São Paulo: Editora Hucitec, 2006.

MEIRELES, Mário. Dez Estudos Históricos. São Luís: Alumar, 1994.

PINHEIRO, Denilson Costa. Assistência Às Expostas e Mulheres Desvalidas: uma ação de caridade da Santa Casa de Misericórdia do Maranhão (1850-1880). Monografia (Licenciatura em História) –Universidade Estadual do Maranhão, São Luís, 2020.

PRIORI, Mary del. História das Crianças no Brasil. – 7ª ed. – São Paulo: Contexto Editora, 2010.

RIZZINI, Irene; PILOTTI, Francisco (orgs). A Arte de governar crianças: A história das políticas sociais, da legislação e da infância no Brasil. – 3.ed. – São Paulo: Cortez, 2011.

SANTANA, Ângela Cristina. Santa Casa de Misericórdia da Bahia e sua prática educativa; 1862 – 1934. Tese (Doutorado em História da Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2008.

Ministrantes: Aldina da Silva Melo (Doutoranda em Políticas Públicas/UFMA), Inaldo Bata Rodrigues (Doutorando em Ciências Sociais/UFMA)

Carga-horária: 06 horas

Quantidade máxima de participantes: 30

Público-Alvo: estudantes de graduação, pós-graduação e outros sujeitos interessados no debate sobre política cultural no Brasil.

Resumo: Este minicurso tem como proposta trazer um panorama historiográfico do movimento das políticas públicas brasileiras voltadas para o campo da patrimonialização da cultural imaterial. Para tanto, serão analisadas algumas ações formuladas no Brasil pelo Ministério da Cultura (MinC) a partir de orientações estabelecidas no documento da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial construído durante a 32º Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), realizada em Paris no ano de 2003. A discussão perpassa as estratégias de movimento do Ministério da Cultura e da Unesco. Busca-se problematizar como diferentes instituições burocráticas, a exemplo da Unesco e MinC, dialogaram no processo de formulação das políticas públicas com foco para o campo da patrimonialização da cultura imaterial no Brasil. O recorte temporal deste minicurso concentra-se entre os anos 2000 e 2010, década que marca no MinC e na Unesco as primeiras formulações de políticas públicas voltadas para a salvaguarda da cultura imaterial. Nesse sentido, este minicurso está destinado a estudantes de graduação, pós-graduação e outros sujeitos interessados no debate sobre política cultural no Brasil.

Palavras-chave: Burocracia. Políticas Públicas. Cultura.

 

Referências

ALVES, Elder Patrick Maia. Diversidade Cultural, Patrimônio Material e Cultura Popular: a Unesco e a Construção de um Universalismo Global. [s.l]: Revista Sociedade e Estado, vol. 25, nº 3, 2010, p. 539-560.

CALABRE, Lia. Políticas Culturais no Brasil: balanço e perspectivas. In: III ENECULT: terceiro encontro de estudos multidisciplinares em cultura. Salvador: 2007, p. 1-18.

CALABRE, Lia. Estado, Governos e Políticas Culturais no Brasil. [mai. 2018]. Entrevistador: BARROS, Antonio Evaldo Almeida. São Luís: Revista de Políticas Públicas, 2018, p. 357-362.

UNESCO. Convention for the Safeguarding of the Intangible Cultural Heritage. Paris: Unesco, 2003, p. 1-17.

MinistrantesDavi Pereira Júnior – PhD in Latin American Studies e Diáspora Africana (The University of Texas at Austin), Gyordanna Patrícia Pereira Silva – Doutoranda em História (PPGHIST/UEMA)

Carga-horária: 06 horas

Quantidade máxima de participantes: 15

Público-Alvo: graduandos, professores e comunidade acadêmica em geral.

Resumo

O processo de territorialização das comunidades quilombolas de Alcântara evidencia uma ruptura com a epistemologia territorial comumente utilizada como instrumento analítico do conceito de território. Trata-se de uma ressignificação da categoria território a partir de uma perspectiva de desenvolvimento não linear, evolutivo e contínuo, que constrói uma diversidade de territorialidades específicas marcadas por temporalidades distintas, convergindo para a formação de um território étnico. A noção de território não se limita às questões geográficas e ao conceito agrário de terra. Novos significados são construídos coletivamente, na medida em que, as relações sociais entre os quilombolas de diferentes povoados relativizam as fronteiras em razão de diferentes formas organizativas, agrupando comunidades, sem fixidez de limites geográficos, constituindo assim as territorialidades específicas, a exemplo, das terras de santo, terras de santa, terras de santíssimo, terras de santíssima e terras de preto, evidenciando diferentes modalidades de domínio e de planos organizativos, socialmente construídas. A análise das categorias território, territorialização, territorialidade, territorialidades específicas a partir do processo de territorialização das comunidades quilombolas apresenta uma complexidade própria que se faz necessário a compreensão a partir de uma abordagem histórica que coloque em suspenso um repertório de categorias analíticas ditas oficiais acerca da questão agrária em Alcântara – MA.

Palavras-chave: Território – territorialização – territorialidade – territorialidades específicas – Alcântara

 

Referências

ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de. Terras Tradicionalmente Ocupadas: processos de territorialização, conflitos e movimentos sociais na Amazônia. 2004. V. 6; N. 1.

ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de. Nova Cartografia Social: territorialidades específicas e politização da consciência das fronteiras. In: Povos e comunidades tradicionais. Nova Cartografia Social. Manaus: Casa 8. Universidade Federal do Amazonas.

Ministrante: Helane Karoline Tavares Gomes – Mestre em Antropologia e Arqueologia (PPGANT/UFPI), Bacharel em Arqueologia e Conservação de Arte Rupestre (UFPI) e Licenciada em História (UESPI). 

Carga-horária: 06 horas

Quantidade máxima de participantes: 20

Público-Alvo

Resumo: A partir do final da década de 1970 uma nova compreensão sobre os povos indígenas redimensiona o papel desses sujeitos na História contemplando as abordagens associadas ao protagonismo indígena (CARNEIRO DA CUNHA, 1992; MONTEIRO, 2007). Entre os elementos essenciais da Nova História Indígena destaca-se o estreitamento das relações entre História e Antropologia (ALMEIDA, 2012; OLIVEIRA, 2004). A utilização de pressupostos teórico-metodológicos provenientes desses dois campos, contemplando etnicidade e mobilizações sociais, permite a reformulação de perspectivas e a compreensão mais ampla sobre as trajetórias, processos organizativos e mobilizações indígenas. Esse minicurso tem por objetivo constituir um espaço de diálogo interdisciplinar propiciando consistência teórica e metodológica aos graduandos, pesquisadores, professores de história e comunidade. Abordaremos temáticas relacionadas às mobilizações sociais indígenas no tempo presente a partir da década de 1970, período correspondente ao surgimento da política indígena fundamentada na visão pan-indígena (MUNDURUKU, 2012), tais como emergência étnica, políticas indigenistas e culturais, processos demarcatórios, territorialidade e formas de acesso a direitos fundamentais.

Palavras-chave: História Indígena. Etnicidade. Mobilizações sociais indígenas.

 

Referências Bibliográficas

ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Os índios na História do Brasil. Rio de Janeiro: FGV, 2012.

ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Os índios na História do Brasil no século XIX; da invisibilidade ao protagonismo. Revista História Hoje, Niterói, v.1, n. 2, p. 21-39, 2012.

BANIWA, Gersem. O índio brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje. Brasília: MEC/SECAD; Museu Nacional/UFRJ, 2006.

BARTH, Frederik. Grupos étnicos e suas fronteiras. São Paulo, UNESPI, 1969, 178-227 p. In: Teorias da Etnicidade. (Org) POUTIGNAT, Philipe; STREIFF-FENART, Jocelyne. Traduzido por Elcio Fernandes. São Paulo, UNESP, 2009.

CUNHA, Manuela Carneiro da. Índios na Constituição. In: Dossiê 30 anos da Constituição Brasileira. Novos Estudos. v. 37, nº 3, p. 429-443, set-dez, CEBRAP. São Paulo, 2018.

CUNHA, Manuela Carneiro da. (org.) História dos índios no Brasil. São Paulo, Ed. Cia das Letras, 1992.

CUNHA, Manuela Carneiro da; CESARINO, Pedro de Niemeyer (Orgs). Políticas culturais e povos indígenas. São Paulo; UNESP, 2016.

FERREIRAS, Norberto Osvaldo & SECRETO, Maria Verônica. Os pobres e a política. História e Movimentos Sociais na América Latina. Rio de Janeiro, Mauad X: FAPERJ, 2013.

FERREIRAS, Norberto Osvaldo. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e sua relação com a América Latina: a questão dos povos indígenas e tribais. In: Intelectuais e Modernidades. REIS, Daniel Arão; ROLLAND, Denis (Orgs.). p. 304-322, Rio de Janeiro, FGV, 2010.

GALLOIS, Dominique Tikin. Terras ocupadas? Territórios? Territorialidades? In: Terras Indígenas e Unidades de Conservação da Natureza: o desafio das sobreposições. (Org.). FANY, Ricardo. p. 37-41, 2004.

LIMA, Ariane Taisa; RODRIGUES, João Augusto; MORAES, Nelson Russo de. Povos indígenas no Brasil: o desenvolvimento dos direitos e das políticas pública. In: Povos Originários e Comunidades Tradicionais. Trabalhos de pesquisa e extensão universitária. (Org.). MORAES, Nelson Russo de. et al. v. 3, Porto Alegre, Editora Fi, 2019.  

MONTEIRO, John Manuel. Entre o etnocídio e a etnogênese: identidades indígenas coloniais. In: Tempos índios: histórias e narrativas do novo mundo. (Orgs.). FAUSTO, Carlos; MONTEIRO, John Manuel. Lisboa: Museu Nacional de Etnologia, 2007.

MONTEIRO, John Manuel. Tupis, Tapuias e Historiadores: estudos de História Indígena e do Indigenismo. Tese de livre docência. Campinas: UNICAMP, 2001a.

MONTEIRO, John Manuel. Redescobrindo os índios da América Portuguesa: Antropologia e História. In: Olhares contemporâneos. Cenas do mundo em discussão na universidade. AGUAIR, Odílio Alves; BATISTA, José Élcio; PINHEIRO, Joceny. (Orgs.). Fortaleza: Edições Demócrito Rocha, p. 135-142, 2001b. 

MUNDURUKU, Daniel. O caráter educativo do movimento indígena (1970-1990). São Paulo, Editora Paulinas, 2012. .

OLIVEIRA, João Pacheco de. (org.). A presença indígena no Nordeste: processos de territorialização, modos de reconhecimento e regimes de memória. Rio de Janeiro, Contra Capa, 2011.

OLIVEIRA, João Pacheco de. O nascimento do Brasil e outros ensaios: “pacificação”, regime tutelar e formação de alteridades. Rio de Janeiro: Contracapa, 2016.

OLIVEIRA, João Pacheco de. A Viagem da volta: etnicidade, política e reelaboração cultural no Nordeste indígena. 2ª ed, Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria/LACED, 2004.

OLIVEIRA, Kelly Emanuelly de. Estratégias sociais do movimento indígena: representações e redes na experiência da APOINME. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Antropologia. Recife, UFPE, 2010.

OLIVEIRA, João Pacheco de; FREIRE, Carlos Augusto da Rocha. A Presença Indígena na formação do Brasil. Coleção Educação Para Todos. Série Vias dos Saberes volume 2. Brasília: MEC/SECAD; Rio: LACED/Museu Nacional, 2006.

PEREIRA, Walmir; TAMAGNO, Liliana. (Orgs). Patrimônio cultural e povos indígenas: experiências contemporâneas latino-americanas.  São Leopoldo; UNISINOS, 2012.

SMITH, Linda Tuhiwai. Descolonizando metodologias: pesquisa e povos indígenas. Traduzido por Roberto G. Barbosa. Curitiba; UFPR, 2018.

 

Ministrantes: Laryssa Gomes Pimenta (Mestranda PPGHIST/UEMA)

Carga-horária: 06 horas

Quantidade máxima de participantes:

Público-Alvo: Alunos de graduação e pós-graduação.

Resumo: O minicurso proposto tem como objetivo refletir sobre a Questão Agrária brasileira na segunda metade do século XX.  Isto ocorre a partir da abordagem da nova estruturação do campo após a inserção dos projetos de modernização, do surgimento e avanço da monocultura e da mecanização do campo, atingindo de maneira brusca as famílias de trabalhadores rurais de inúmeras maneiras.  Isto contribuiu para o surgimento de uma série de conflitos agrários e de movimentos sociais, destacando neste ponto a Igreja Católica, com setores inspirados pela Teologia da Libertação, que passam a lutar ao lado destes trabalhadores rurais com o intuito denunciar a violência no campo. Para a realização de tais debates, propomos como parte do trabalho, a leitura de textos que discutem a Comissão Pastoral da Terra, Ação dos Cristãos no Meio Rural – ACR e Comunidades Eclesiais de Base – CEB’s. Além destes, documentos primários, como as crônicas produzidas por membros da Igreja Católica que lutaram em alguns conflitos e o filme de D. Pedro Casaldáliga (Descalço sobre a Terra Vermelha), que tem sua trajetória ligada a Igreja e aos conflitos pela terra na região em que atuava como bispo.

Palavras-chave: Questão Agrária; Teologia da Libertação; Conflitos agrários; Resistência.

 

Referências

Bibliografia:

COSTA, Wagner Cabral. O rosto rural da Igreja: atuação da CPT no Maranhão (1976/1981). São Luís, curso de Graduação em História da UFMA, 1994. (Monografia de graduação).

CASALDALIGA, Pedro. Uma Igreja da Amazônia em conflito com o latifúndio e a marginação social. São Félix do Araguaia: Carta Pastoral, 197.

MARTINS, José de Souza. A chegada do estranho. São Paulo: HUCITEC, 1993. p.107-153.

SILVA, Gerson Flávio da. Animação Cristã no meio Rural (ACR). In: Igreja e Questão Agrária. Org. Vanilda Paiva, Ed. Loyola, São Paulo, 1985.

SILVA, José Graziano da. A Modernização dolorosa. Estrutura agrária, fronteira agrícola e trabalhadores rurais no Brasil. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1982. p.114-141.

FILMES:

Descalço sobre a Terra Vermelha. Direção: Oriol Ferrer. 2012. 156 Minutos. https://tvbrasil.ebc.com.br/descalcosobreaterravermelha/episodio/ameaca-de-morte  (capítulo 01).

https://tvbrasil.ebc.com.br/descalcosobreaterravermelha/episodio/por-uma-igreja-da-amazonia (capítulo 02).

https://tvbrasil.ebc.com.br/descalcosobreaterravermelha/episodio/do-vaticano-ao-araguaia (capítulo 03).

Crônicas:

TEMME, Adolfo. A chacina do povoado Aldeia. Bacabal, 15 de fevereiro de 1998.

TEMME, Adolfo. Desprovidos de qualquer amparo legal: Deus nos acuda. São Manoel, 18 de agosto de 1986.

TEMME, Adofo. O dia do grande horror. Pau Santo, 23 de novembro de 1985.

TEMME, Adolfo. Um grito do fundo do poço. Lago da Pedra, 10 de outubro de 1989. 

Ministrantes: Me. Pedro Henrique da Silva Paes (UFC)

Carga-horária: 06 horas

Quantidade máxima de participantes:

Público-Alvo:

Resumo: Com a reformulação dos estudos da história política, novos sujeitos foram introduzidos na reflexão em torno das estruturas e instituições de poder. Os intelectuais, nesse contexto, se tornaram uma importante variável para pensar os projetos políticos estabelecidos, as práticas adotadas no cotidiano institucional e as trocas de capital simbólico entre os diversos agentes que integraram espaços políticos. Nesse sentido, na intenção de debater com pesquisadores e professores de história, propomos colaborar metodologicamente para o estudo da atuação política dos intelectuais. Com esse fim, tomamos os mapas conceituais para identificar o processo de ocupação dos espaços institucionais de produção e sociabilidade do conhecimento por intelectuais que reivindicaram o político como meio de empreender seus projetos de nação. Visto esse contexto teórico, propomos utilizar este instrumento visual como ferramenta cartográfica dos espaços institucionais ocupados por intelectuais em diferentes tempos e como ferramenta de visualização dos percursos tracejados por esses sujeitos empenhados na elaboração histórica dos conceitos.

Palavras-chave: Intelectuais. Redes de Sociabilidade. Mapas Conceituais.

 

 Referências

ALBIERE, Sara. História pública e consciência histórica. In: ALMEIDA, Janiele Rabelo e ROVAI, Marta Goveia de Oliveira. Introdução à história pública. São Paulo: Letra e Voz. 2011.

BARBALHO, Alexandre. Relação entre Estado e Cultura no Brasil. Ijuí: Unijuí. 1998.

BERSTEIN, Serge. Os partidos. In: RÉMOND, René (Org.). Por uma história política. Rio de Janeiro: Editora FGC. 2003.

BOBBIO, Norberto. Os intelectuais e o poder: dúvidas e opções dos homens de cultura na sociedade contemporânea. São Paulo: Ed. UNESP. 2004.

BOURDIEU, Pierre; CHARTIER, Roger. O sociólogo e o historiador. Belo Horizonte: Autêntica Editora. 2011.

BOURDIEU, Pierre. O Poder Simbólico. São Paulo: Editora Difel. 1989.

________________. A economia das trocas simbólicas. São Paulo: Perspectiva. 2007.

CARVALHO, José Murilo de. História intelectual no Brasil: a retórica como chave de leitura. Revista Topoi. Rio de Janeiro, nº 1, p. 123-153, 2000.

CERTEAU, Michel de. A escrita da história. Rio de Janeiro: Forense Universitária. 1982.

DIAS, Valéria. Jornalismo e divulgação científica em História e Ciências Humanas. In: ALMEIDA, Janiele Rabelo e ROVAI, Marta Goveia de Oliveira. Introdução à história pública. São Paulo: Letra e Voz. 2011.

GOMES, Ângela de Castro e HANSEN, Patrícia Santos (Orgs.). Intelectuais mediadores: práticas culturais e ação política. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 2016.

GRAMSCI, Antônio. Os intelectuais e a organização da cultura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 1998.

KOSELLECK, Reinhart. Futuro Passado: Contribuições à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: Contraponto-Ed. PUC. 2006.

LIDDINGTON, Jill. O que é historia pública? Os públicos e seus passados. In: ALMEIDA, Janiele Rabelo e ROVAI, Marta Goveia de Oliveira. Introdução à história pública. São Paulo: Letra e Voz. 2011.

MICELI, Sérgio. Intelectuais à brasileira. São Paulo: Companhia das Letras. 2001;

MILLS, C. Wright. Sobre o artesanato intelectual e outros ensaios. Rio de Janeiro: ZAHAR. 2009.

RÉMOND, René (Org.). Por uma história política. Rio de Janeiro: Editora FGC. 2003.

REVEL, Jacques. Jogos de Escala: A experiência da microanálise. Rio de Janeiro: Editora FGV. 1998.

_____________. História e historiografia: exercícios críticos. Curitiba: Ed. UFPR. 2010

SIRINELLI, Jean-François. Os intelectuais. In: RÉMOND, René (Org.). Por uma história política. Rio de Janeiro: Editora FGC. 2003.

VELLOSO, Mônica Pimenta. Os intelectuais e a política intelectual do Estado Novo. Revista de Sociologia e Política. Paraná, Universidade Federal do Paraná, n° 09, 1997.

Ministrantes: Francisco Rairan dos Santos Vilanova (Mestrando PPGH/UFC), Ana Karolina Freire Oliveira (Mestranda PPGH/UFC)

Carga-horária: 06 horas

Quantidade máxima de participantes: 20

Público-Alvo: Estudantes de graduação.

Resumo: A conjuntura do mundo globalizado suscitou questões que levaram as ciências, especialmente as humanidades, a se reinventarem em termos de reflexão filosófica e reestruturação epistemológica. A História em particular se aproximou mais da Geografia, da Sociologia e até mesmo das ciências naturais e aprimorou um campo de atuação historiográfico que já vinha em construção desde a década de 1970. Esse contexto de consolidação da História Ambiental coincide com a elaboração de trabalhos em que se discute a chamada crise da modernidade. Portanto, o objetivo desse minicurso é refletir em que medida essas duas experiências de pensamento se complementam no sentido de abrir caminho para novos debates e possibilidades de pesquisa no campo da História. Metodologicamente esse debate parte de uma abordagem qualitativa de leitura e fichamento da bibliografia recente permitindo vislumbrar uma estreita relação entre essas duas categorias. Como resultados, é possível concluir, por meio da observação da experiência no campo, por exemplo, que as expectativas com relação a um horizonte de progresso e desenvolvimento assumem um imperativo tão profundo, que ameaça a existência de outras tradições e sociabilidades.

Palavras-chave: História Ambiental. Modernidade. Historiografia.

 

Referências

DRUMMOND, José Augusto. História Ambiental: temas, fontes e linhas de pesquisa. Estudos Históricos. Rio de Janeiro, vol. 4, n.8, p. 171-197, 1991.

KOSELLECK, Reinhart. “Modernidade”: sobre a semântica dos conceitos de movimento na modernidade. In: ______. Futuro passado: contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: Contraponto/Ed. PUC-Rio, 2006.

LÖWY, Michael. Crise ecológica, crise capitalista, crise de civilização: a alternativa ecossocialista. Caderno CRH, Salvador, v. 26, n. 67, p. 79-86, 2013.

______. Walter Benjamin: aviso de incêndio Uma leitura das teses “Sobre o conceito de História”. São Paulo: Boitempo, 2005.

Ministrantes: Yana de Moura Gonçalves (Mestranda PPGS/UFPI), Virna Rodrigues Leal Moura (Mestranda PPGSC/UESPI)

Carga-horária: 06 horas

Quantidade máxima de participantes: 50

Público-Alvo: Alunos de graduação.

Resumo: Neste minicurso utilizaremos a estrutura de campo jurídico pensado por Bourdieu (2003) para discutir as disputas que envolvem os povos e comunidades quilombolas a partir do conceito de território e o que este representa para estas comunidades como função social, material e cultural e não apenas de posse de terra. Desse modo, o objetivo do minicurso é pensar o Direito em uma lide discursiva que envolve a definição socialmente legítima no sentido Weberiano, do que seriam quilombolas e seus territórios. Nesse diapasão, o debate será entoado em torno da interpretação do artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, do Decreto nº 4887/2003 e do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 3239/2004. Serão propostas leituras, consoante o referencial teórico proposto, como atividade assíncrona de 3 horas/aula e será ministrado o curso de apresentação e debate, de maneira síncrona, com a mesma carga-horária, totalizando em 6 horas/aula.

Palavras-chave: quilombos, território, campo jurídico.

 

Referências

ABA  – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ANTROPOLOGIA. Documento do grupo de trabalho sobre comunidades negras rurais. Rio de Janeiro: 1994

BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2003.

BRASIL. Câmara dos Deputados. DECRETO Nº 3.912, DE 10 DE SETEMBRO DE 2001. Disponível em: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2001/decreto-3912-10-setembro-2001-395404-norma-pe.html. Acessado em: 23 jun. 2022.

BRASIL. Presidência da República-Casa Civil. Decreto Nº 4.887 de 20 de novembro de 2003. Brasília-DF, 2003. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto/2003/D4887.htm. Acessado em: 23 jun. 2022.

BRASIL. Supremo Tribunal Federal (STF). Ação Direta de Inconstitucionalidade. Brasília, 25 de junho de 2004. Disponível em: http://redir.stf.jus.br/paginador/paginador.jsp?docTP=TP&docID=394738. Acessado em 23 jun. 2022.

DUPRAT, Deborah (org). Pareceres jurídicos: direitos dos povos e comunidades tradicionais

DUPRAT, Deborah. O direito sobre o marco da plurietnicidade/multiculturalidade. In:

Manaus: UEA, 2007, pp. 9-20.

WEBER, Max. Os tipos de dominação. In: WEBER, Max. Economia e Sociedade. Volume 2. Brasília: UNB, 1994.

Ministrante: Doutorando Bruno de Oliveira da Silva (PPGTH/UNIVALI)

Carga-horária: 06 horas

Quantidade máxima de participantes: 30

Público-Alvo: estudantes, pesquisadores e professores.

Equipamentos necessáriossmartphone ou computador com acesso à internet.

Resumo: Dentre os distintos domínios de socialização do conhecimento que conectam pesquisadores pelo mundo, o ResearchGate tem ganhado destaque. É uma rede social criada na Alemanha em 2008 e que hoje conta com mais de 20 milhões de usuários em 190 países (RESEARCHGATE, 2022). Em vista desta proporção, estudantes, pesquisadores e professores compartilham na plataforma suas publicações, apresentações, pôsteres e demais criações oriundas do universo acadêmico e assim, difundem os saberes gerados por meio de interações on-line, que podem gerar colaborações e compartilhamento de trabalhos. Assim, este minicurso objetiva apresentar a plataforma ResearchGate como ferramenta de comunicação acadêmica e meio de divulgação do conhecimento para a sociedade, além de elucidar práticas para o engajamento e difusão de estudos. A atividade ocorrerá em dois momentos: o primeiro é assíncrono com a leitura do artigo destacado nas referências e a tarefa de que os ouvintes montem seus perfis no site www.researchgate.net, divulguem ao menos um trabalho e sigam outros perfis de pesquisadores e colegas para a criação de networking. Poderão obter auxílio no meu perfil (www.researchgate.net/profile/Bruno-De-Oliveira-Da-Silva) para visualizarem como pode ser feita a distribuição de conteúdo. O segundo momento síncrono ocorrerá com a explanação interativa realizada com os inscritos.

Palavras-chave: Comunicação Acadêmica; ResearchGate; Conhecimento.

 

Referências

OVADIA, Steven. ResearchGate and Academia.edu: Academic Social Networks. Behavioral & Social Sciences Librarian, [S.l.], v. 33, n. 3, p. 165-169, 3 jul. 2014. http://dx.doi.org/10.1080/01639269.2014.934093.

RESEARCHGATE. About ResearchGate. 2022. Disponível em: https://www.researchgate.net/about. Acesso em: 15 jul. 2022.

Ministrante: Doutora Ana Maria Bezerra do Nascimento (UESPI)

Carga-horária: 06 horas

Quantidade máxima de participantes: 30

Público-Alvo:

Resumo: Para manter viva a memória, os mais diferentes grupos instalam estátuas, bustos, obeliscos, esculturas nas praças, prédios, cemitérios, escolas, hospitais, ruas, avenidas que funcionam como uma exposição para a história nacional e local e assim, interagir com a memória da população. Contudo, uma vez instalados pode ocultar conflitos e contradições. Daí, serem submetidos a uma diversidade de intervenções simbólicas, em várias partes do mundo sobre a permanência ou não de personagens com a derrubada e ou depredação desses monumentos. O tema trouxe à tona o debate sobre o conceito de patrimônio, história, memoria, preservação, cultura, espaço público, intervenções simbólicas, mostrando a necessidade de estudos e debates mais aprofundados a respeito do tema. Afinal, o que é um monumento? O que ele representa para a história e a memória local? Quem e como são homenageados? Você conhece algum monumento na sua cidade? Como estão nossos monumentos?

Objetivos: a) Debater o conceito de monumento e as possibilidades interdisciplinares; b) Aproximar o tema ao mundo ao nosso redor, destacando questões que podem ser observadas e problematizada no cotidiano.

Palavras-chave: monumento; memória; cultura.

 

Referências

LE GOFF, J. História e memória. Tradução Bernardo Leitão. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 1990.

MILLS WRIGHT, C. A imaginação sociológica. 2ª edição. Tradução de Waltensir Dutra. Rio de Janeiro: Zahar ed., 1969.

Profissionais de diversas áreas de conhecimento como História, Sociologia e Literatura, se reunirão durante os dois primeiros dias e abordarão o tema do bicentenário da Independência do Brasil sob diferentes aspectos e com olhar atento para as construções do Brasil, questões políticas, culturais e econômicas.

O objetivo é propor debates em torno do projeto de Independência dos Brasis, com ênfase nas questões relacionadas à construção de territórios e fronteiras regionais, as independências do mundo atlântico, portuguesa, espanhola e francesa, escravização e liberdade.

O evento se integra ao calendário de comemoração do Trincentésimo aniversário da Capitania do Piauí e Duocentenário da Adesão do Piauí à Independência do Brasil. O Seminário é iniciativa do PPGSC/UESPI, do Centro de História da Universidade de Lisboa, do PPGHIST/UEMA, do PPHIST/UFPA e UFPI.